HomeDestaques‘O Menino Múltiplo’ de Andrée Chedid chegará ao Brasil pela editora Martin Claret

‘O Menino Múltiplo’ de Andrée Chedid chegará ao Brasil pela editora Martin Claret

A editora Martin Claret acaba de confirmar que trará ao Brasil uma das obras mais conhecidas de Andrée Chedid. O romance O menino múltiplo conta a história de Omar-Jo, filho de pai muçulmano egípcio e mãe católica libanesa, um menino que carrega suas origens no nome e que, durante a guerra do Líbano, em 1987, encontra um destino cruel quando um carro-bomba leva seus pais e seu braço. E o menino de doze anos é enviado pelo avô a Paris. E é lá que ocorre o encontro do Oriente com o Ocidente, do menino-duplo com as luzes, as cores, os sons e os movimentos do Carrossel de Maxime, um senhor rabugento e proprietário da atração que, pouco a pouco, reencontra com o menino, então múltiplo, a alegria de viver. Alteridade, amor e tolerância fazem parte do enredo, poético. A ser lido em voz alta.

Andrée Chedid foi poeta, romancista, novelista e dramaturga, nasceu no Egito, em 1920, e lá publicou sua primeira coletânea de poemas: On the trails of my fancy. De origens libanesas mudou-se para Paris em 1946 e três anos depois lançou a coletânea Textes pour une figure  a primeira obra em sua nova pátria e a precursora das mais de 40 obras que publicaria. A autora teve dois de seus romances adaptados ao cinema – Le sixième jour  em 1986 com a direção de Youssef Chahine e L’autre em 1991 pelas mãos de Bernard Giraudeau – e, ao longo de sua carreira, foi contemplada com mais de vinte prêmios literários, dentre eles o Goncourt de Nouvelle em 1979, com Les Corps et le temps, e o de Poesia em 2002, pelo conjunto de sua obra. Além de ser uma excelente poetisa e romancista, Chedid também se aventurou na música e compôs letras para o neto, Matthieu Chedid, incluindo Je dis Aime, uma das músicas mais conhecidas do público francófono. Membro honorário da Academia de Letras do Québec, em 2009 a autora foi condecorada como Oficial da Legião de Honra da França e, em 2011, infelizmente nos deixou. A Poesia, segundo ela, guia sua obra, que traz temas relacionados à riqueza do ser humano, à defesa do múltiplo, ao rosto e ao amor.

Comentários do Internauta

Comentário(s)

Compartilhe

Leandro não é jornalista, não é formado em nada disso, aliás em nada! Seu conhecimento é breve e de forma autodidata. Sim, é complicado entender essa forma abismal e nada formal de se viver. Talvez seja esse estilo BYRON de ser, sem ter medo de ser feliz da forma mais romântica possível! Ser libriano com ascendente em peixes não é nada fácil meus amigos! Nunca foi...nunca será!