REVIEW | Com mecânicas complexas e apesar de se mostrar simples visualmente, ‘Blue Rider’ é um bom jogo para amantes do gênero Shoot ‘Em Up

Não é todo mundo que contempla jogos de tiro provindos de nave ou seja ele até mesmo plataforma no estilo Megaman. Para isso, o nicho é bem pequeno e não é à toa que esse tipo de game não era visto em consoles já há algum tempo. Aliás, posso estar equivocado, visto que no Playstation 3 e no Xbox 360 (principalmente neste), houve diversos Shumps lançados. Numa soma, chegavam aproximadamente aos 30 jogos lançados nesse gênero. Alguns até que tentaram inovar, mas a fórmula já estava batida demais. O que havia nela era encharcar a tela de tiros e confundir ao máximo a visão do player. Para a maioria, isso era um pecado, visto que informação demais na tela até atrapalhava o próprio console com diversas quedas de framerate.

E é saindo desse emaranhado de jogos repetitivos que chega ao console Playstation 4, em uma edição totalmente limitada a 2.500 cópias em todo o mundo, distribuído pela East Asia Soft, o jogo Blue Rider, que nada mais é que mais um jogo de Shoot ‘Em Up para os consoles da nova geração, ao lado dos clássicos Darius Burst Chronicles Saviour, Raiden V e Caladrius Blaze.

CONFIRA ABAIXO NOSSO GAMEPLAY DA PRIMEIRA MEIA HORA DE BLUE RIDER

Blue Rider tem suas peculiaridades, e isso fica bem visível quando o quesito é jogabilidade. Com uma dificuldade mediana, o game é apelativo de certa forma e muitas vezes vai se mostrar além de algo dificilmente mediano. Diferente de outros Shumps que possuem continue infinito e deixam você continuar o jogo de onde parou, Blue Rider se mostra único quando sua ‘navezinha’ acaba sendo destruída. É aí que percebe como a jornada não será tão simples, visto que o jogo não permite que haja continuação de onde você ‘morreu’, mas nos obriga a iniciar a fase toda. Imagine chegar num boss altamente difícil e, quando estiver próximo de destruí-lo, com o life dele na ‘alma’ , você toma um tirinho, morre e, por fim, precisa retornar TODA A FASE até chegar no chefe de novo? É exatamente esse o ciclo. O game possui redondas 5 a 6 horas se o jogador tiver bastante empenho e não se estrepar no meio do caminho, tendo que fazer repeteco da fase. Chegamos ao final do jogo com 9 horas jogadas após algumas paradas para descanso, visto que fomos forçados sim a repetir por diversas vezes o mesmo mapa, graças à ideia brilhante dos desenvolvedores da Ravegan de por esse impasse em nosso caminho.

É valido lembrar que estamos falando de um Shoot Em Up arcade muito intuitivo, que não possui trama sequer, mas que no fundo sabemos o que é preciso ser feito: proteger a terra da ameaça robótica. Os chefes de fases possuem uma mecânica complexa de ser analisada, visto que por diversas vezes tivemos que usar a câmera a nosso favor para esquivar-nos de muitos mísseis. Os gráficos são em simples 2D e a câmera é rotacional em 360º, o que dificultou a experiência com certos chefes de fase. Por inúmeras vezes foi preciso recuar no mapa, pois muitos tiros e mísseis vinham de locais que não era possível de serem vistos e assim, aumentando nosso tempo no gameplay.

Não há menu, não há como escolher nada, seja a trilha ou sejam os botões. Por se tratar de um jogo indie, onde há limitação de cópias, o menu simples acaba sendo explicado indiretamente. A trilha sonora é simples e não empolga, mas ao mesmo tempo é silenciosa e fica bem no fundo, quase imperceptível, o que é algo muito bom para um jogo onde a concentração vale sua vida e a de milhões em todo planeta.

O VEREDICTO

Com um gameplay altamente complexo, mapas de certa forma bem desenvolvidos, chefes de fases bem difíceis e uma mecânica complexa de ser analisada, Blue Rider se destaca dentre um dos bons Shoot Em Up da nova geração e que eu aconselharia que saísse também para portáteis como 3DS e PS Vita, pois há hardware para tal. É um game recomendável pela sua simplicidade gráfica e, ao mesmo tempo, pela complexidade em seu gameplay.

Blue Rider foi analisado pela equipe do Blah Cultural no console PlayStation 4. O game foi gentilmente cedido pela East Asia Soft.

TRAILER

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Leandro não é jornalista, não é formado em nada disso, aliás em nada! Seu conhecimento é breve e de forma autodidata. Sim, é complicado entender essa forma abismal e nada formal de se viver. Talvez seja esse estilo BYRON de ser, sem ter medo de ser feliz da forma mais romântica possível! Ser libriano com ascendente em peixes não é nada fácil meus amigos! Nunca foi...nunca será!