HomeDestaquesREVIEW | ‘Ultimate Marvel vs Capcom 3’ é um mix repleto de pura nostalgia

REVIEW | ‘Ultimate Marvel vs Capcom 3’ é um mix repleto de pura nostalgia

Há muito tempo atrás, cerca de 30 anos, nascia um dos jogos de luta mais famosos de todos os tempos e que realmente ficou na história. O assim chamado Street Fighter ainda é um game que move gerações para jogá-lo, sendo ele totalmente transcendental e, ao mesmo tempo, atemporal.  Não é à toa que diversos personagens desse jogo já fizeram parte de outros games como X-Men vs Street Fighter, Street Fighter vs Tekken, entre outros onde personagens do clássico jogo lá estavam. Em Ultimate Marvel vs Capcom 3 não é muito diferente, mas, ao invés de somente ter personagens do título mencionado, a Capcom mais uma vez leva ao jogador sua trupe de vilões e heróis para combater todos os melhores personagens da Marvel. Eu era – e ainda sou – fascinado pelo Marvel vs Capcom 2 e ainda tenho esperanças de que ele apareça ou no Xbox One ou no Playstation 4. Aliás, não é só isso.

Ultimate Marvel vs Capcom 3 possui exatos 48 personagens a serem escolhidos, sendo que 36 deles vieram do jogo Marvel Vs Capcom 3: Fate of Two Worlds e 12 deles são novos. Doutor Estranho, Punho de Ferro, Nova, Rocket Raccoon, Motoqueiro Fantasma e Gavião são os seis personagens novos provindos da Marvel, enquanto na Capcom as novidades são Firebrand (do jogo Ghost n Goblins), Frank West (Dead Rising), Nemesis T-Type (Resident Evil), Phoenix Wright (Ace Attonrney), Strider Hiryu (Strinder), e Vergil (Devil May Cry). Jill Valentine e Shuma Gorath também são personagens novos, mas chegaram para alguns via DLC, entretanto neste game estão totalmente habilitados para serem escolhidos em seu embate. Na verdade, estamos falando de um jogo que é um crossover entre diversos personagens que vieram de outros jogos como Haggar (Final Fight), Hsien Ko (Darkstalkers), Felicia (Darkstalkers), Ryu (Street Fighter), Akuma (Street Fighter), Dante (Devil May Cry), entre outros.

Não há como analisar um jogo de luta da mesma forma que outros games. Por ser um gênero limitado no que se deve ser feito, a proposta inicial nesse tipo de jogo é divertir e somente isso. Não há estratégia de combate, não há timing para refletir sobre seus erros em um possível contra e nada que possa ser feito na verdade, senão ou bater ou apanhar. Depois de muita tranqueira vista no gênero de luta, uma coisa é certa: esse é um dos melhores jogos que existem para partidas online. Sofremos – e muito – para achar uma partida online, visto que originalmente o jogo foi lançado pela primeira vez em 2011 para PS3 e Xbox 360. Ou seja: quem jogou, jogou. Quem não jogou, será complicado jogar. Sua dinâmica de batalha é única e mesmo alguns anos depois, fãs dedicados ainda descobriam mecânicas escondidas que mudavam completamente o meta, mas o problema todo foi encontrar partidas online para que pudéssemos checar ping, entre outros problemas que poderiam acarretar em uma péssima experiência. Felizmente um amigo havia comprado esse jogo há um certo tempinho e pude ‘apanhar’ um bocado.

Em relação ao conteúdo, além das novidades do gameplay (balanceamento e novas possibilidades) e dos personagens, o jogo continua o mesmo. Absolutamente o mesmo. Há um modo Arcade, Mission (faça os combos da maneira que é pedido com cada personagem), Training, Versus e o modo Online, com seus Ranked e Player Matches. O Gallery permanece idêntico, com as artworks, um visualizador de modelos e os finais dos personagens, que ainda são imagens estáticas como no original. Em outras palavras: nada foi mudado ou acrescentado em relação às possibilidades.

Os gráficos do jogo são muito bons, e são em 2.5D como tem aparecido por ai nos novos Street Fighters da vida. Fizemos o teste e o game está rodando liso em 1080p a 60 quadros por minuto (FPS) com breves quedas de Framerate (ao menos no Xbox One). Quando há diversos personagens na tela por exemplo, o jogo travou algumas vezes e nas cenas de animação também, mas não chega a interferir na experiência final, mas é algo que deve ser mencionado.

O que mais chamou atenção foi a proposta dos modos que estão disponíveis para o jogador. Arcade online e offline são acessíveis, entretanto, no modo online, fica legal ter um hobby em que poderá jogar contra um ou mais amigos em uma sala onde pode até montar um minicampeonato.  O modo “história” é normal, sem muitas novidades, mas é bastante chamativo, pois, dependendo do seu trio, a história pode ser outra, ainda que o vilão final seja apenas um. Uma determinada parte do mundo está dominada pelos vilões (ou pelos heróis, depende do lado que você vai jogar) e o seu dever é expulsar o lado adversário do mapa e dominar ele para o seu time.

A franquia Marvel Vs Capcom, assim como diversos outros jogos da Capcom (Tatsunoko vs Capcom – Wii), sempre foi muito bem-sucedida em realizar encontros titânicos entre personagens de vários jogos, quadrinhos e universos distintos. A liberdade criativa que um crossover deste porte proporciona é inverossímil para alguns e de muita credibilidade para outros, onde as empresas aproveitam para fugir um pouco do óbvio, como aconteceu em Snk vs Capcom, que, apesar de diversas tentativas, por não possuir uma mecânica mais próxima do The King of Fighters, ainda assim era algo inovador para quem queria ver um diferencial no ramo das lutas.

Alguns devem estar se perguntando se houve melhorias em relação às versões lançadas em 2011 para consoles da geração anterior e da geração atual. Na verdade, não há quase nada de diferente ou que possamos classificar como avanço significativo. Embora seja um relançamento para PS4 e Xbox One, trata-se exatamente do mesmo jogo visto no PS3 e Xbox 360, com uma diferença: ele roda agora a 1080p em 60 fps sem maiores dificuldades.

Claro que há essa limitação de jogos de luta para os consoles. Sempre teremos Street Fighter, The King of Fighters, Tekken, Injustice e Mortal Kombat. Pensando nisso, a Capcom fez a gentileza de nos trazer essa maravilha que é o Ultimate Marvel vs Capcom 3 para os consoles da nova geração. Temos um certo déficit nesse gênero. Para cada jogo de RPG que sai no universo, para cada jogo de corrida, estamos sempre na espera de uma novidade nesse estilo e que dificilmente aparece. Fica evidente que estamos falando do Ocidente, visto que, no Japão, novos jogos de luta sempre saem provindos de suas franquias de anime, como é o caso de Blade Arcus, Touhou Shinpiroku Urban Legend in Limbo e Guilty Gear (que saiu no Ocidente, mas ninguém deu a devida atenção). Sendo assim, as franquias acima mencionadas, sempre serão nossos principais games no formato de lutas para videogames e espero que, num futuro não muito distante, venham a relançar também o clássico Marvel vs Capcom 2 com todos os personagens disponíveis.

O VEREDICTO

Ultimate Marvel vs Capcom 3 é repleto de nostalgia envolvendo personagens de nossa infância, em especial para Haggar (Final Fight) e Firebrand (Ghost N Goblins), que fizeram com que particularmente eu me recordasse de grandes momentos do meu passado, jogando fliperama com meus amigos. Com gráficos 2,5 rodando sem maiores travamentos, é definitivamente um jogo que merece o nosso voto de confiança. Apesar de ter sido complicado conseguir jogar no modo online, o restante do game compensa essa ‘falha’, que não é culpa da Capcom e do título, mas das pessoas que ainda não acreditaram nessa maravilha.

Ultimate Marvel vs Capcom 3 foi analisado pela equipe do Blah Cultural no console Xbox One. O game foi gentilmente cedido pela Capcom do Brasil.

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Leandro não é jornalista, não é formado em nada disso, aliás em nada! Seu conhecimento é breve e de forma autodidata. Sim, é complicado entender essa forma abismal e nada formal de se viver. Talvez seja esse estilo BYRON de ser, sem ter medo de ser feliz da forma mais romântica possível! Ser libriano com ascendente em peixes não é nada fácil meus amigos! Nunca foi...nunca será!